CORÉIA DO SUL
A Coréia do Sul é
um país asiático que ocupa a metade sul da península da Coréia. Limitada a norte
com a Coréia do Norte, a leste com o mar do Leste (mar do Japão), a sul com o
estreito da Coréia, através do qual faz fronteira com o Japão, e com o mar da
China Oriental e a oeste com o mar Amarelo, do outro lado do qual se estende a
China. Além da parte continental e de muitas ilhas costeiras, inclui também as
ilhas de Cheju, no mar da China Meridional, e de Ullung, no mar do Leste. Sua
capital é Seul, a maior cidade do país. A flor nacional do país é o
hibisco-da-síria.
História
Depois do fim da
Segunda Guerra Mundial em 1945, as superpotências do mundo dividiram a Coréia em
duas zonas de influência, seguindo-se, em 1948, a instalação de dois governos:
um norte comunista e um sul capitalista. Em Junho de 1950 começou a Guerra da
Coréia. O sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o norte apoiado pela União
Soviética acabaram por atingir uma situação de impasse e foi assinado um
armistício em 1953, dividindo a península ao longo da zona
desmilitarizada,
próxima do paralelo 38, que tinha sido a linha de demarcação original.
A partir daí, a República da Coréia, no sul, sob o governo autocrático de Syngman Rhee e a ditadura de Park Chung Hee, alcançou um rápido crescimento econômico. A agitação civil dominou a política até que os protestos tiveram sucesso em derrubar a ditadura e instalar uma forma de governo mais democrática nos anos 80. Uma reunificação das duas Coréias tem permanecido no centro da política do país, muito embora ainda não tenha sido assinado um tratado de paz com o Norte. Em Junho de 2000 realizou-se uma histórica primeira conferência Norte-Sul, como parte da "política do Sol" sul-coreana, apesar de um aumento recente de preocupação com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte.
Política
A Coréia do Sul é
uma república semi-presidencialista. O chefe de estado da República da Coréia é
o presidente, eleito por voto direto popular para um único mandato de cinco anos. Além de ser o mais alto representante da república e o comandante-em-chefe das
forças armadas, o presidente também tem consideráveis poderes executivos e
nomeia o primeiro-ministro depois de aprovado pelo parlamento, além de também
nomear e presidir o Conselho de Estado, ou governo.
O parlamento coreano, unicameral, chama-se Assembléia Nacional, ou Gukhoe (국회). Os seus membros servem em mandatos de quatro anos. A legislatura tem atualmente 299 lugares, dos quais 243 são eleitos por voto regional e os restantes são distribuídos por votos de representação proporcional. O corpo judiciário mais elevado é o Supremo Tribunal, cujos juízes são nomeados pelo presidente com o consentimento do parlamento.
A Coréia do Sul está subdividida em nove (9) províncias: Chonrabuk-do, Chonnan, Chung Chong Buk Do, Chung Chong Nam Do, Kangwon-Do, Jejudo, Kyonggi-do, Kyongsangbuk-do, Kyongsangnam-do e a capital Seul.
Geografia
A Coréia forma uma
península que se estende ao longo de 1100 km desde a sua junção com o resto da
Ásia e que é flanqueada pelo mar Amarelo a oeste e pelo mar do Leste (mar do
Japão) a leste e termina no estreito da Coréia e no mar da China Meridional, a
sul. A paisagem da metade sul consiste de cadeias montanhosas parcialmente
cobertas de floresta, a leste, separadas por vales profundos e estreitos, e de
planícies costeiras densamente povoadas e cultivadas, a sul a e oeste.
Clima
O clima local é relativamente temperado, com a precipitação a ser mais forte no Verão, durante uma breve estação chuvosa chamada jangma, e com invernos que podem por vezes ser muito frios. A capital e maior cidade da Coréia do Sul é Seul, no noroeste do país. Outras cidades principais são Incheon, situada perto de Seul, Daejeon, localizada no centro do país, Gwangju, situada no sudoeste e Daegu e Busan, localizadas no sueste.
Economia
A Coréia do Sul
possui a décima segunda maior economia do mundo (14ª pela paridade de poder
aquisitivo) e a terceira maior da Ásia, atrás apenas do Japão e da China (e da
Índia, por PPA). Sendo principal dos tigres asiáticos, o país atingiu um rápido
crescimento econômico com a exportação de manufaturados, um forte contraste em
relação à estagnação econômica da Coréia do Norte, que piorou com o colapso da
União Soviética. O PIB per capita da Coréia do Sul é cerca de 12 vezes
maior que o norte-coreano.
Na década de 1950, a Coréia do Sul era um dos países mais pobres da Ásia. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o país herdou um sistema econômico colonial projetado apenas para as necessidades japonesas. Grande parte da infra-estrutura do país foi destruída durante a Guerra da Coréia (1950-1953). Após a guerra, a Coréia do Sul tornou-se muito dependente do auxílio norte-americano.
Após o golpe militar liderado pelo general Park Chung-hee em 1962, a Coréia do Sul embarcou numa série de planos qüinqüenais para o desenvolvimento econômico. A ênfase foi direcionada ao comércio exterior com a normalização das relações com o Japão em 1965 e houve uma subseqüente "explosão" no comércio e nos investimentos, seguida de uma rápida expansão das indústrias leves e pesadas nas décadas de 1960 e 1970. Durante esse período, a economia sul-coreana cresceu numa média anual de 8,6%.
Esse crescimento fenomenal é muitas vezes chamado de "milagre do rio Han", que é o principal rio que passa pela capital e maior cidade do país, Seul. Nas décadas de 1980 e 1990, o crescimento continuou enquanto a Coréia do Sul transformava-se de exportadora de tecidos e sapatos em um grande produtor global de automóveis, eletrônicos, navios e aço e, mais tarde, campos de alta-tecnologia, como monitores digitais, celulares e semicondutores.
O modelo
sul-coreano de encorajar o crescimento de companhias grandes e competitivas
internacionalmente
através de financiamento fácil e incentivos fiscais levaram à
dominância dos conglomerados controlados por famílias, conhecidos como
chaebol, que cresceram com o apoio do regime Park. Algumas viraram
corporações globais, como Hyundai, Samsung, Daewoo, LG e Pantech. Em 2004,
combinando tudo isso, a Coréia do Sul entrou no "clube das economias globais
trilionárias".
Desde a crise financeira asiática de 1997, o cenário empresarial mudou consideravelmente, resultado de grandes falências e reformas do governo. A crise expôs fraquezas persistentes na economia sul-coreana, como um setor financeiro indisciplinado e elevados empréstimos estrangeiros, o que acabou levando a duas rodadas de reestruturamento financeiro e econômico, em 1997 e em 1999, após o colapso da Daewoo. O colapso da empresa foi considerado uma das maiores falências da história. Em 2003, somente metade dos 30 maiores chaebol de 1995 ainda restavam.
Entre 2003 e 2005, o crescimento econômico moderou-se para cerca de 4% ao ano. Uma queda no poder aquisitivo do consumidor, atribuída a enormes dívidas pessoais no sistema de cartões de crédito, foi ofuscado pelo crescimento de exportações, especialmente para a China. Em 2005, o governo propôs uma reforma na legislação trabalhista e um esquema de pensão corporativa para ajudar a deixar o mercado de trabalho mais flexível, assim como novas políticas no mercado imobiliário para amenizar a especulação imobiliária. Uma inflação moderada, baixo nível de desemprego, muitas exportações e boa distribuição de renda caracterizam a economia da Coréia do Sul.
Desde que a
península coreana foi dividida entre Norte e Sul, pelo acordo contra-revolucionário
entre a burocracia da União Soviética e o imperialismo mundial, após a guerra da
Coréia, entre 1950 e 1953, até hoje os dois países permanecem tecnicamente em
guerra. Existem cerca de dois milhões de soldados na fronteira entre os dois
países.
Uma recente reunião histórica de três dias entre o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, e da Coréia do Norte, Kim Jong-il, firmou um acordo de reconciliação permanente e pela aproximação econômica entre os dois países. O último encontro havia sido realizado em 2000 e uma multidão recebeu os dois presidentes na capital norte-coreana. O documento de oito pontos estipula que "O sul e o norte compartilham da opinião de que devem encerrar o atual sistema de armistício e criar um sistema permanente de paz". Pela primeira vez em 50 anos trens de carga poderão funcionar entre os dois países.
Tecnologia
As empresas
coreanas de tecnologia estão disputando os mercados de chips, plasmas e
aparelhos sofisticados. Além de serem altamente competitivas mercadologicamente,
os sul-coreanos têm investido em pesquisas a fim de modernizar o dia-a-dia. Um
exemplo disso é que o próprio governo está se mobilizando para criar o cenário
perfeito para todos os lares receberem um robô a preços acessíveis até 2020.
Para tal efeito, 30 empresas estão trabalhando no projeto Ubiquitous Robotic
Companion (Robô companheiro onipresente), criando modelos que contam
histórias para a criança, recebem e lêem e-mails, controlam os eletrodomésticos
e até mesmo pedem uma pizza!
Na Coréia está sendo implantado o sistema de armazenamento de dados inteligentes, através do NIA (National Information Society Agency), que é um dos mais importantes órgãos pesquisadores de novas tecnologias. Seus chips armazenam mais informações que os códigos de barra comuns e transmitem dados com precisão. Um exemplo é a tecnologia empregada nos táxis, desenvolvida pelo NIA,cujos passageiros podem ser monitorados via celular e o pagamento da corrida já é debitado do cartão de crédito ou da conta corrente.
Turismo
A Coréia do sul oferece infra-estrutura ao turista que pode contar com balcões de informação (também em inglês) em todos os bairros. Dentre os pontos turísticos, destacam-se:
● Cheonggyecheon Stream, um rio no centro da cidade. Ao longo do seu
percurso foram criadas atrações incríveis, como o painel de azulejos que conta a
história da Coréia. È um marco na história da revitalização urbana de Seul, pois
era apenas um córrego poluído.
● O templo Bulguksa representa o budismo no país. Situado em Gyeongju, cidade histórica considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, teve sua origem de um pequeno templo que o rei Beopheung (514-540) ergueu para dar prosperidade e paz ao seu reino.
● Os cinco palácios na cidade de Seul: Gyeongbokgung, Gyeonghuigung, Changdeokgung, Changgyeonggung e Deoksuggung. Cada um deles tem suas particularidades e estão localizados próximos a estações de metrô.
Culinária
A principal
característica da culinária coreana é o sabor apimentado. Graças a pimenta, as
cores dos pratos típicos da Coréia são vibrantes e saciam os olhos a um primeiro
contato. A cozinha coreana é farta de vegetais e legumes, mas uma boa carne não
fica de fora do cardápio. Dentre os pratos destacam-se macarrões quentes ou
frios, muitas conservas (como a de lula e de nabo), tudo, na maioria das vezes,
regado com bastante pimenta.
Na Coréia, o costume é montar uma mesa farta e variada, com até nove pratos pequenos onde são servidos acompanhamentos além dos pratos principais, sejam eles soja, peixe, carne ou massa. O que não falta no preparo dos alimentos típicos são temperos, cores fortes e a preocupação com a saúde além do paladar.
Demografia
A população da
Coréia é uma das mais homogêneas, etnicamente e linguisticamente, do mundo. A
única minoria é uma pequena comunidade chinesa, se bem que as pessoas cujos pais
são casais mestiços (por exemplo, filhos de soldados americanos ou de homens de
negócios europeus) sejam encaradas como uma minoria e frequentemente
discriminadas (por exemplo, pelas crianças na escola). Coreanos viveram na
Manchúria durante muitos séculos e são hoje uma minoria na China, e Josef Stalin
enviou milhares de coreanos de Vladivostok e Khabarovsk, contra a sua vontade,
para a Ásia Central (na antiga União Soviética), enquanto que a maioria da
população coreana do Japão foi levada para o país como trabalhadores forçados
durante o período colonial (entre 1910 e 1945).
A instabilidade política, social e econômica na Coréia do Sul levou muitos sul-coreanos a emigrar para outros países, em particular os Estados Unidos da América, Canadá e o Brasil. A Califórnia tem um número muito alto de coreanos e coreano-americanos: bem mais de um milhão de pessoas.
Cultura
|
Data |
Nome em português | Nome local | Observações | ||
| Romanizado | Hangul | Hanja | |||
| 1º de janeiro | Ano-Novo | Sinjeong | 신정 | 新正 | |
| 1º mês e 1º dia do calendário lunar | Ano-Novo Lunar | Seolnal | 설날 | Geralmente no início de fevereiro; feriados de três dias consecutivos. | |
| 1º de março | Dia do Movimento de Independência | Samil Jeol | 절 (삼일절) |
三一節 | Em comemoração ao "movimento de 1º de março", um movimento nacional que buscava a independência, ocorrido em 1919 em protesto contra a colonização japonesa. |
| 5 º de maio | Dia das Crianças | Uhrininal | 어린이날 | Conhecido por "Dia dos Meninos" até 1975 | |
| 8º dia, 4º mês do calendário lunar | Aniversário do Buda | Bucheonim Osinnal | 부처님 오신날 |
釋迦誕辰日 | Geralmente no fim de maio; também chamado de 석가 탄신일 |
| 6 de junho | Dia da Memória | Hyeonchung-il | 현충일 | 顯忠日 | |
| 17 de julho | Dia da Constituição | Jeheonjeol | 제헌절 | 制憲節 | A primeira constituição proclamada em 1948 |
| 15 de agosto | Dia da Independência | Gwangbokjeol | 광복절 | 光復節 | Independência, encerrando em 1945 a colonização japonesa. |
| 8º mês, 15º dia do calendário lunar | Dia de Ação de Graças | Chuseok | 추석 | 秋夕 | Geralmente no fim de setembro; feriados de três dias consecutivos. |
| 3 de outubro | Dia da Fundação | Gaecheonjeol | 개천절 | 開天節 | "Festival da Abertura do Paraíso". |
| 25 de dezembro | Natal | Seongtanjeol | 성탄절 | 聖誕節 | Também conhecido como 크리스마스 |